Um implante não é um item só
Quando se fala em implante, na verdade são três peças diferentes: o pino de titânio que entra no osso, o conector que sai da gengiva e a coroa, o dente que aparece.
Aqui nasce a maior parte da confusão nos orçamentos. Uma proposta pode estar cobrando só o pino, outra o conjunto completo. Os dois números aparecem lado a lado como se fossem comparáveis, e não são.
Antes de comparar qualquer valor, a pergunta é sempre a mesma: o que exatamente está incluído aqui?
Os cinco fatores que mais influenciam
1. A marca do implante. Existem marcas com décadas de estudos publicados e disponibilidade garantida de peças, e existem marcas sem histórico. A diferença aparece daqui a dez anos, quando você precisar de um componente de reposição. É o fator em que menos vale economizar.
2. A necessidade de enxerto ósseo. Quem perdeu o dente há bastante tempo costuma ter menos osso na região, porque o osso reabsorve quando deixa de receber a força da mastigação. Reconstruir esse volume acrescenta procedimento, material e tempo.
3. O material da coroa. Uma coroa de porcelana pura sobre zircônia tem estética e durabilidade diferentes de uma metalocerâmica. Em dente da frente, essa escolha pesa bastante no resultado visual.
4. O planejamento. Tomografia computadorizada e planejamento digital custam mais do que uma radiografia simples, e reduzem muito a chance de surpresa durante a cirurgia. Em implante, previsibilidade não é luxo.
5. A quantidade e a posição. Um implante unitário no fundo da boca é diferente de um protocolo que reabilita a arcada inteira. E dente da frente exige mais trabalho estético do que dente posterior.
Como comparar sem se enganar
Coloque os orçamentos lado a lado e confira item por item, não o total. Confira se a coroa está inclusa. Confira a marca do implante e pesquise se ela tem representação no Brasil. Confira se houve tomografia antes do orçamento, ou se o valor foi estimado no olho.
Confira quantos retornos estão previstos e se estão cobertos. Confira se existe garantia e o que ela abrange. E desconfie de valor fechado dado por telefone, antes de qualquer exame: sem ver o osso, ninguém tem como saber o que o seu caso exige.
Um bom sinal é o profissional explicar o que não está incluso. Quem detalha os limites do orçamento costuma ser quem não vai te surpreender depois.
Adiar também tem preço
O espaço vazio não fica parado. Os dentes vizinhos inclinam em direção ao vão, o dente da arcada oposta desce procurando contato, e a mordida se desorganiza. O osso da região, sem receber estímulo, vai reabsorvendo mês a mês.
Quem trata logo costuma precisar apenas do implante. Quem espera anos frequentemente precisa de enxerto ósseo, às vezes de ortodontia para reabrir o espaço perdido, e de mais tempo de tratamento. O orçamento de hoje raramente é maior que o de daqui a três anos.
Se você quer entender o procedimento em si, as etapas e os prazos, escrevemos sobre isso na página de implante dentário em Guarulhos.
Dúvidas comuns
Por que os valores variam tanto entre clínicas?
O orçamento mais barato pode sair caro?
O que deve estar escrito no orçamento?
Enxerto ósseo sempre é necessário?
Convênio cobre implante?
Dá para parcelar?
Precisa de uma avaliação?
Este texto é informativo e não substitui uma consulta. Cada boca é diferente, e só o exame clínico mostra o que está acontecendo na sua. Estamos na Av. Otávio Braga de Mesquita, 674, Vila Flórida, Guarulhos - SP, de segunda a sexta das 9h às 19h e aos sábados das 9h às 13h.